segunda-feira, 21 de maio de 2012

Alvo

Lindo. É como consigo descrevê-lo em apenas uma palavra. Nós dois deitados na mesma cama, naquele espaço ínfimo, quase desafiando as leis da física. Nunca fui tão feliz. Pode-se dizer que, mesmo suando e dividindo uma cama de solteiro com uma pessoa quase do meu tamanho, eu estava no paraíso. A pele branca dele exalava uma pureza inimaginável. Não queria que aquele momento acabasse nunca mais.
A eternidade jurada entre quatro paredes. Era como se todo o meu pesadelo de solidão tivesse acabado pra sempre, como se a presença dele demonstrasse um conforto tão grande, uma segurança. Uma vida mudada em pouco menos de um mês. Parece até brincadeira, mas algo forte assim só acontece uma vez na vida, e, na minha concepção, é para sempre.
Só me restava descansar no seu peito e pensar que ainda havia muito por vir, apenas olhando para o seu rosto. Claro como véu. Alvo.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Essa coisa chamada amor

Era sempre engraçada a sensação que eu tinha. Desde o começo do semestre, vendo-o sempre de boné, parecia-me que ele me olhava de instante em instante. Sempre disse isso pra quem quer que fosse, mesmo por mais absurdo que parecesse. Passados dois meses cá estou eu, em um relacionamento sério, fazendo besteira, deve ser porque não fui feito pra isso, ou simplesmente porque ainda não aprendi.

Me recuso a pensar na ideia de que eu possa fazer algum mal a ele. Se eu fiz, sempre deixei claro que não era minha intenção, mesmo porque não tenho motivos para machucá-lo. Espero que ele tenha paciência comigo, pra me entender quando houver algum deslize e me ensinar como se faz, até porque sou novo nisso, nessa coisa que chamam de amor.